... algures no interior da Bahia, um homem corpulento saía do trabalho direto à taberna para beber com os “amigos” copos de cachaça e, algumas rodadas depois, com o efeito da alcoolização, perdia o equilíbrio necessário para andar direito; tropeçava e agarrava-se a quem o ajudava até sair da taberna, num estado cambaleante, em direção ao jumento. A filha, a rondar a felicidade dos 30 anos, contava, rindo-se:
– Quem levava o meu pai para casa era o jegue! Um pequeno burro. Era um jegue muito inteligente – conseguia trazer o meu pai! Cheio de nódoas negras no corpo, nos braços e até nas pernas, porque nos caminhos mais inclinados caía de cima do jegue. Inevitavelmente, quando caía para a frente, era calcado pelos cascos do jumento. Foi assim durante dois anos, até que um dia o meu pai disse bem alto:
- Chega de ser pisado pelo jegue! - Depois desse dia, o meu pai nunca mais bebeu.
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